04/04/2008

O TRABALHO DE UMA MÃE EM TEMPOS DE GUERRA

de Dennis Downing

A seguinte história foi escrita por Elgin Staples, um jovem marinheiro americano que lutou durante a Segunda guerra mundial. Milhares de quilômetros longe da sua família, numa terra estranha, ele descobriu algo precioso sobre o valor da mãe dele.
Ele contou o seguinte:
“Era o verão de 1942. Eu tinha 19 anos e servia no navio de guerra USS Astoria no Pacífico Sul. Estávamos lutando com a marinha japonesa. Muitos dos meus companheiros já haviam morrido.
Era uma noite de verão. Depois de completar minha jornada eu fui dormir. Estava exausto. Assim que me deitei, caí no sono. De repente houve uma explosão. Acordei assustado.
Sem pensar apanhei o colete salva vidas que todos nós tínhamos. Comecei a correr, tentando evitar as rajadas e balas de canhão. Eu levei duas balas, um no ombro direito e outro na perna, mas, como um milagre, consegui sobreviver.
Houve uma parada na artilharia e começamos a tentar ajudar os soldados feridos. De repente houve uma grande explosão e me senti caindo na água. Sabíamos que haviam tubarões nas águas.
Eu enchi o colete salva vidas. Meu único consolo era de que não havia esquecido de levar este equipamento precioso.
Temi pelos tubarões e pela correnteza que poderia nos levar ao alto mar. Passei quatro horas assim nas águas. Sem o colete salva vidas eu não teria agüentado. Outro navio da marinha finalmente chegou e nos resgatou.
Fui levado a um navio de transporte que nos levaria a São Francisco e um tempo de descanso. Na viagem me deram outras roupas, mas, eu queria ficar com o colete salva vidas. Por algum motivo senti que aquela câmara de borracha havia poupada a minha vida.
Na viagem de volta no tempo que tive, vez por outra eu pegava aquele colete e ficava estudando ele. A etiqueta disse que foi fabricado pela companhia Firestone de Câmaras e Pneus da cidade de Akron, no Ohio. Era justamente a minha cidade.
Eu resolvi ficar com o colete como uma lembrança do quanto eu havia sido abençoado.
Quando finalmente tomei meus trinta dias de licença eu voltei para casa em Ohio. Depois de uma reunião emocionada com a minha mãe, fomos para a cozinha dela e lá falamos sobre a provação que havia passado. Ela falou das novidades na cidade desde minha saída.
Minha mãe me informou que, para fazer a parte dela na guerra, ela havia aceito um emprego na fábrica da Firestone. Surpreso, eu me levantei rapidamente e peguei o colete de salva vidas.
“Olhe isso, mamãe”, eu disse, “Este colete foi fabricado justamente na mesma fábrica onde a senhora trabalha.” Ela olhou o colete e pegou e começou a examinar com mais cuidado. Ela havia escutado a história e sabia que era este equipamento que salvou a minha vida naquela noite.
Ela olhou para mim com os olhos grandes e sua boca tremendo. “Filho,” ela disse “Eu sou uma inspetora na fábrica. Este número de inspeção no seu colete é minha.”
Nós olhamos um para o outro, chocados além de palavras. Eu me levantei e fui e abracei ela. Minha mãe não era uma pessoa de demonstrar muita emoção. Mas, naquele momento nós nos abraçamos por um longo tempo, nem eu nem ela com palavras para falar.
Apenas uma mulher, distante da guerra, temendo pela vida de seu filho, ela havia feito a única coisa que podia para contribuir. E, ela nem sabia, mas havia estendido seus braços meio mundo para salvar justamente a vida de seu filho.
Depois que eu li esta história, eu escrevi alguns pensamentos para minha própria mãe. Eu os mandei juntamente com esta história.
Eu disse para ela o seguinte:
Mãe:Esta história me fez pensar na senhora. Eu sei que a senhora não trabalhou numa fábrica de coletes de salva vida durante a guerra. Mas, eu pensei em outra maneira que a senhora ajudou eu e André (meu irmão) que foi ainda mais importante. Nós também estávamos numa guerra, uma guerra espiritual.
Era uma guerra em que o risco era não somente nossas vidas físicas, mas as nossas vidas eternas. É uma coisa perder uma mão ou uma perna, ou até a própria vida. Mas, é outra coisa perder sua vida eterna, perder sua alma.
Enquanto a senhora não podia estar lá com a gente no campo da batalha, até porque muitas vezes nem sentíamos que a senhora tinha algo que precisávamos, como a mãe daquele marinheiro, a senhora estava fazendo a sua parte.
Você fez a sua parte sem reconhecimento, sem medalhas, nem condecorações. Se você tiver sorte a igreja fala uma vez ao ano sobre a sua parte na guerra. Mas, para nós, eu e André, o trabalho que a senhora fazia na fábrica da oração e seu amor constante, sem limites, sempre paciente, sempre perdoando, fez toda a diferença.
A senhora simplesmente continuou fazendo seu trabalho, sem reconhecimento, sem agradecimento, e, provavelmente, muitas vezes sem nenhuma demonstração da nossa parte que a gente se importava. Mas, o seu trabalho, depois de Jesus, e mais do que qualquer outro ser humano foi o que salvou as nossas vidas.
E ainda é o mais importante. Seu tenro, paciente, doce amor por nós em centenas de telefonemas, de cartões, de pequenos presentes nos aniversários, de lembretes de amor, e sobretudo, nas suas orações nos deu através dos anos tudo que precisamos para sobreviver a guerra. Sobrevivemos por causa da senhora.
Nós ambos louvamos a agradecemos o nosso grande comandante nesta guerra, Jesus Cristo, que Ele nos abençoou com alguém para cuidar de nós, alguém para ficar atrás, em casa, orando e lutando pelas nossas almas.
Que a sua recompensa seja entre as maiores no Reino dos Céus.Deus te abençoa mamãe. Amamos você.
Para mais mensagens sobre mães, visite o site da Hermeneutica em www.hermeneutica.com/mensagens/

Extraído do site http://www.iluminalma.com.br/vec/0605/12-mae.html
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