MENSAGEM: A Teologia do Amor

Marcos 12.28-34; Oséias 6.6

Em ambas as passagens podemos perceber grandes lições. No texto de Oséias, podemos entender:
1º - Deus quer nossa misericórdia, ou seja, que ajamos com amor.
2º - Os sacrifícios, tal como vinham sendo feitos pelos judeus, não eram aceitos pelo Senhor;
3º - Deus queria, principalmente, que os judeus O conhecessem.
Já em Marcos, texto do NT podemos aferir uma evolução na possibilidade de interpretação da Palavra.
1º - É preciso amar a Deus, isto é, conhece-lo.
2º - Não há mais necessidade de holocausto e sacrifícios, pois isto é menos que amar;
3º - É preciso amar o próximo como “já” amamos a nós mesmos.
Em Oséias, o conceito de amor ainda está limitado, principalmente se pensarmos na interpretação que hoje damos ao amor ágape. Naquele contexto, ainda era difícil atingir esta compreensão do amor. Entretanto, já era possível pensar no amor filii, na fraternidade que precisava crescer entre os judeus. Esta ainda é uma urgência dos nossos dias, pois, embora já reconheçamos a grandiosidade do amor que o Pai, o Filho e o ES nos dedicam,temos grande dificuldade de vivenciá-lo.
O sacrifício, o holocausto, portanto, embora fazendo parte, ainda, do louvor a Javé, quando feito sem misericórdia, já não agradava a Deus. Por isso, era preciso conhecer aquele que recebia a adoração. Conhecer Deus é o mais importante ato de adoração que se possa oferecer a Ele, pois mostra que aprendemos a confiar n’Ele.
Deus queria ver os resultados práticos de uma vida de arrependimento. Queria que os judeus fizessem o que era reto e justo, queria que se desviassem do pecado. O que Deus não queria era o vão ritual religioso. O povo estava apenas seguindo os gestos externos da religião, seguindo as instruções, sem colocar o coração nas suas ações religiosas.
Tal como hoje fazemos!
Conhecer Deus é amá-lo em toda plenitude, é ter um coração contrito e quebrantado. É saber que Deus é bom e misericordioso, “que cai como chuva alentadora e salutar sobre nós, é saber que sua vinda é certa como a chegada dos claros raios da manhã que surge após as trevas da noite”.
Deus quer nossa misericórdia, que é amor a tudo e a todos. Ele não quer sacrifícios exteriores. Ele quer mais que O conheçamos do que lhe dediquemos holocaustos.
Se devemos fazer algum sacrifício, é o de nos auto-negarmos para que possamos dizer, sem nenhuma vergonha: “Hoje já não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim...”.
Nosso coração contrito faz com que obedeçamos a Deus e não tenhamos outra vontade que não a d’Ele. Jô aprendeu a conhecer o Senhor. Na parábola, quando o filho pródigo retorna à casa paterna, ele o faz porque conhecia seu Pai e Sua grande misericórdia.
Jesus veio e ligou as duas eras, as duas visões que a humanidade tem de Deus. Através da prática do amor, Jesus explicou e atualizou Oséias.
Por que Jesus teria resumido o Decálogo em uma estrutura simétrica e paralelística, que assim demonstra a importância dos dois lados e a exigência implícita de que um lado exista para que o outro possa ter cumprimento? Como amar a Deus, sem amar o próximo que Ele nos deu? Como conhecer a Deus, sem conhecer o próximo que , assim como nós, também é criação d’Ele?
Jesus sabia quem era Deus (Eu e o Pai somos um) e, ao mesmo tempo, sabia quem eram o homem e seu próximo (Ah! Geração de incrédulos, até quando vos sofrerei?) Sois como túmulos caiados por fora e cheios de podridão em seu interior...As aves têm ninhos e as cobras têm covis, mas o Filho do Homem não tem onde encostar a cabeça...
O que nós estamos fazendo em nossas vidas? Estamos prestando holocaustos, ou estamos amando em nome de Deus? Nós conhecemos a Deus? Quem somos nós diante d’Ele? Quem é Ele para nós?
Quando agimos hipocritamente com o irmão, estamos conhecendo a Deus?
Se colocamos a nós mesmos na frente de tudo e de todos, vivendo de forma egoística, egocêntrica, estamos conhecendo a Deus?
Se pertencemos a uma igreja, sem amor à sua congregação, pela única razão de sermos sustentados economicamente por ela, estamos conhecendo a Deus?
Quando temos oportunidade de pregar a alguém que não é salvo e falamos com ele de forma soberba, arrogante, como se fôssemos donos da Verdade que, diga-se de passagem, não nos pertence individualmente, estamos amando a Deus?
Se, a título de seguirmos o chamado divino, abandonamos família, deixando pais, cônjuges, filhos, sem proteção espiritual, estamos amando a Deus?
Quando nos aproveitamos da inocência e confiança de alguém para guiá-lo, guiá-la, por caminhos menos cristãos, estaríamos amando a Deus???
Ah! O amor de Jesus...
Mulher, onde estão os teus acusadores? Se ninguém te acusa, eu também não te acuso. Vai e não peques mais, para que não te suceda coisa pior.
Se quiseres, eu te darei a linfa cristalina e pura que jamais te deixará ter sede...
Zaqueu, desce deste sicômoro e volta a tua casa, pois hoje te chegará a salvação...
Foi o homem feito para o sábado, ou o sábado para o homem?
Pai perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem!
Era um tão grande amor que se expressava de todas as maneiras, em todas as situações, de acordo com as necessidades daqueles que se aproximavam!
Era como um raio de luz a atingir cada rosto, cada olhar, cada coração, com a fulguração do grande amor que só Ele foi capaz de alcançar!...
Quem me conhece a mim, conhece também o Pai que está nos céus... Por isso, conheçamos o Pai através do Filho! Amemos o Pai, amando Jesus! Amemos Jesus através daqueles que Ele nos deixou de herança: o nosso próximo, o nosso irmão, aquele que conosco caminha, conosco divide os sonhos, conosco pode dividir a sublime felicidade da graça assombrosa de sermos chamados Filhos de Deus!
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