09/12/2008

Em busca do sono depois da meia noite

Ainda a pouco eram exatamente aqui em Manaus/Amazonas, 23:55 hrs, e cá estou eu escrevendo às 00:24 da manhã. Olhando pra TV na Boas Novas, e ouvindo as gritarias de minha vizinha. Acho que está acontecendo algo que não é da minha conta. Por conscidência cruel, a casa dela é de muro com a minha e parece até que ela mora aqui em casa, pois dá pra ouvir tudo nitidamente. Estou com muita dó dela, acho que ela sofre demais. Lembram da Rosa, é ela mesma. Não sei mais o que fazer por ela além de orar muito mesmo, porque me entristeço com as decepções que ela tem em família. É uma mulher que não é amada pelo marido, uma mulher que a filha engana, seu neto é envolvido com drogas, e ela não larga da maldita cachaça e da maldita cerveja.
Sabe, ela está chorando agora, dá pra perceber pela voz trêmula e triste. Não está mais gritando. E eu tenho que ouvir isso quase todas as noites. Creio eu que ela já não tem mais forças pra suportar as coisas sobriamente, e pra não ter que ver as dificuldades passarem, ela decide encher o copo. É uma triste realidade, mas para que uma pessoa saia dessa vida, é preciso que ela queira realmente ser liberta.  Não sei o que a prende. Ela diz que nenhum crente presta. Mas, eu presto, eu sei disso, tenho feito mais do que devia pra prestar. Ela não quer no momento saber de Deus. Eu não a discrimino, apenas me sinto incomodada com o que ela tem feito com a própria vida. Ela ainda está reclamando da discurssão que está tendo. Não sei que horas vai terminar, lembrando agora são 00:31 hrs da manhã. Estou sentindo vontade de ir lá com ela. Talvez, ser um ombro amigo, sei lá. Mas, ela ainda está muito nervosa.
O que nos leva ao abismo não são as coisas que apresentam a nós, mas são as escolhas que fazemos. Não sei que escolha ela fez, só sei que quero que ela saia dessa vida urgente, antes que venha o câncer e ela morra. Não quero que ela morra. Digo isso porque ela é alcoolátra, pelo que me lembro desde os meus 10 anos, eu tenho agora 28, são então 18 anos no vício do alcoolismo. Eu lembro que meu tio adoeceu e depois de alguns meses morreu. Só depois fui saber que ele era alcoolátra e tinha pego uma tal de cirrose.
Olha, não é normal eu ficar escutando a conversa dos outros, mas infelizmente, sou obrigada a ouvir isso todos os dias. Então, decidi escrever aqui, e deixar um recado para todos:
Do que adianta beber, cair e levantar, se isso nunca vai mudar nada nasua vida, se não tomar a decisão certa.
Ser normal é viver uma vida regrada a coisas boas, corretas, que agradem e tragam felicidade e não tristeza.
Do que adianta sair toda sexta-feira ir a um bar, e ficar lá olhando a vida passar, perdendo cada minuto de um presente que poderia ser diferente. Envelhecendo com o tempo, mais a frente do que deveria ser. É como correr contra o vento! Não tem sentido e nem ligação.
Pra mim, é tão bom poder chegar em casa e saber que passei mais um dia de batalha vitoriosa, em poder chegar e ver meus filhos e perceber que se eu parar pelo caminho ou desviar meus passos para outro lugar, não poderei vê-los como deveria ver, e que não estaria sorrindo agora.
Ainda bem, ela já parou de gritar, acho que não aguentou e foi dormir. Quero que ela possa acordar como eu, indiferente ao dia de hoje. E com certeza, viver todos os dias sem beber, cair e levantar! Porque depois que caímos para levantar, só se tiver alguém por perto. Faz sentido, acho que pode fazer.
Agora vou dormir, pois já achei o sono que eu queria, são exatamente, 00:49 hrs, e ainda terei que trabalhar daqui a cinco horas. Até breve. Pense antes de beber, cair, pois o levantar, só DEUS amigo(a)!
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