28/01/2009

Uma adolescente diferente - 1ª Parte

por Ligiane F. Bastos.
Era manhã de sábado, estava muito escuro, pois o tempo havia se fechado e mostrava que iria chover o dia todo. Em meio aquela escuridão e frio intenso, Érika se posicionava para tomar seu café matinal. Já havia, feito a cama e arrumado sua mochila para ir à Escola, é seu primeiro dia de aula do ano.
Sua mãe ainda estava adormecida, porque o dia anterior tinha sido muito cansativo para ela. Seu pai, já havia saído para trabalhar, tinha muita coisa para fazer na empresa de imóveis onde ele era o supervisor.
De repente, um som como de buzina de carro toca. Era o seu namorado, que veio buscá-la para irem ambos para a escola. Reymon, um jovem de 18 anos era bonito, simpático, muito prestativo e bem inteligente. De primeira, passou no curso de direção defensiva, e conseguiu a tão sonhada carteira de motorista. Ganhou do seu pai, de presente um carro muito lindo, de cor azul, estilo ferrari.
Érika, com 14 anos já estava cursando o 8º ano do ensino médio, era uma CDF, assim considerada pelos amigos da escola. Havia, sido nomeada a aluna nota 10 da escola. Tinha muitos amigos, e também inimigos.
Chegando a escola, Érika parou na lanchonete para tomar mais um café da manhã. Toca o sino, é a chamada para entrar na sala de aula. Todos os alunos estão ali reunidos aguardando a professora de Língua Portuguesa chegar. Enquanto isso, eles armam a bagunça comum em uma classe de 20 alunos, e era tanto que haviam papéis espalhados pela sala inteira.
Eles ouvem passos no corredor, é a professora chegando. O mais que depressa eles arrumam a sala, e ao abrir a porta se deparam com a professora mais doce e mais meiga que já haviam visto em suas vidas. Era Maly, uma professora bonita e simpática. Todos ficaram boqueabertos com ela. Ao ser aproximar da mesa ela, entoa em som suave e delicado:
- Bom dia, alunos! Como estão vocês hoje?
E todos respondem:
- Muito bem!
Érika, estava próxima a mesa da professora, ela nunca gostou de sentar com a turminha de trás da sala, pois não conseguia se estudar com tanta bagunça.
Era uma menina diferente, ela tinha um diferencial em sua vida que a fazia destacar-se em tudo, e até mesmo das demais meninas da escola. Ela não era bonita como as outras, não se arrumava muito, e gostava de usar óculos. Mas, havia algo de especial em Érika em que muitas das outras garotas da escola a invejavam subitamente, e julgavam-na sem a conhecer direito.
Érika era evangélica, frequentava a igreja em todas as celebrações. Além disso, Érika participava de um grupo de pessoas que ajudavam crianças carentes em risco, e era professora de Escola Bíblica Dominical.
As outras meninas, sentiam inveja de Érika, porque ela era uma menina dócil e amável, não tratava os outros com indiferença, pelo contrário tratava-os igualmente. Ela não gostava de juntar-se ao grupo das patricinhas, porque elas passavam a maior parte do tempo cuidando do cabelo, da maquiagem, fazendo compras no shopping, e gostavam muito de falar mal dos outros e principalmente fazer mal aos pobres e humildes, eram insuportáveis.
E como Érika sempre gostou de fazer aos outros o que ela gostaria que fizessem com ela, decidiu abrir mão desse grupinho. Mas, sempre contou com a ajuda de seus grandes e inseparáveis amigos, Risty e Joyce, que sempre a ajudavam no grupo de apoio às crianças em risco.
Mas, ser diferente, causava muitos problemas para Érika. Sempre existem aquelas pessoas que não suportam e não respeitam as suas escolhas, e procuram sempre te derrubar ou te deixar pra baixo.
Era, o que Elvin fazia, sempre que podia, tirava brincadeiras sem graça com Érika, chamado-a de crente raimunda, maria berlinda, joana d'arc, dentre outros apelidos. Isso a deixava muito triste, porque ela se conhecia melhor do que qualquer outra pessoa pudesse conhecer.
Ela sempre falava de um Deus que curava, batizava, e libertava das prisões, e os outros que ouviam Érika ficavam admirados com tanta dedicação. E aqueles que não gostavam, saiam de fininho, bocejando por não quererem ouvir aquilo, que para eles era uma pura bobagem.
Mas, ela nunca deixou de falar deste Deus. Sabia a Bíblia de có e salteado, que em todas as gincanas era invensível.
Até que um dia...
Continua na próxima postagem.
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