03/03/2009

$ O DINHEIRO E VOCÊ $

COMO SÃO AS SUAS RELAÇÕES COM O DINHEIRO?

Algumas pessoas perguntadas me disseram: -amo-o mas, não consigo controlá-lo; já outras, respondem:-preferia não ter que me preocupar com ele. Mas, nós sabemos que é uma utopia;todos temos de conviver com gastos, débitos, compra, venda, sobrevivência, enfim; temos que ter cuidado redobrado para esticá-lo para dar até o fim do mês.
Toda dona de casa tem a função de controlar os gastos para que o salário do marido (parco, na maioria das vezes) dê para manter a família com dignidade, correndo dos débitos que extrapolam o orçamento,dos imprevistos e das necessidades que aparecem ser serem esperadas. Desde cedo,adolescente ainda, aprendi com meu pai a manter um livro caixa;nele,escrevia meus gastos e recebimentos, diariamente.
Levei muito tempo para entender o que ele me ensinava: quando o caixa recebe, deve, quando paga é que tem haver. E,entre deves e haveres ,aprendi a lidar com o dinheiro. Por isso, fujo do crédito fácil, que é a moda hoje em dia; claro, as pessoas querem ter suas coisinhas, afinal, o supérfluo é que alegra a vida, e, os mais humildes agora têm acesso a cartões de crédito e débito, podem comprar bens e pagar em “suaves prestações mensais” que não pesam no bolso, mas -e, sempre tem um porém, no meio do prazer -e se perdem o emprego!?, Como ficará a vida dessa pessoa?
Andei espiando os juros do Itaú, por exemplo, 550%ao ano! Você não leu errado, não. É isso aí, mesmo. Isso, nos cartões de crédito; no cheque especial 660% ao ano. Nunca tive nenhuma familiaridade com drogas, mas, acho que nem vender cocaína dá tanto lucro.
Quer ter tranqüilidade? Comece a pôr num papel todas as suas contas. Acrescente eventualidades, gastos menores, como o cafezinho diário que ninguém contabiliza, consertos fora de hora, essas coisinhas que nos tiram do sério e comprometem o programado. Aí, entra-se no cheque especial; e, o cara ta lenhado; vai demorar para ter sossego financeiro novamente. Alguns nunca conseguem. Já vi muitos casos assim, principalmente entre funcionários públicos que eram meus clientes e me mostravam o “contra-choque”, onde não havia nada a receber, o banco tinha ficado com tudo. Isso me destruía, eu pensava: como alguém pode viver assim! É um circulo vicioso cruel, uma escravidão sem Lei Áurea, pois a pessoa ia de novo ao banco para ter dinheiro e atravessar o mês, e ficava nessa dança macabra, deve, paga, toma, deve, paga novamente, um sabá financeiro doloroso e sangrento. Tenho muito medo desse crédito fácil na mão de pessoas que não sabem nada sobre finanças. Sempre achei que a matéria Finanças devia fazer parte do currículo escolar.
Meus filhos sempre tiveram mesadas que tinham que dar até o fim do mês; se acabassem tudo numa semana, ficariam roendo imbira, como se diz na roça, até o novo pagamento.
Com a crise que se desenha no horizonte, o fantasma do desemprego, como ficará a sociedade?Espero que o desastre americano não cruze o oceano.
Share:
Postar um comentário