Como ser popular na Escola

Não existe nenhuma fórmula ou segredo para que alguém seja popular, principalmente, quando se fala em ser popular na escola.

Quando comecei a cursar o Ensino Médio (Antigo 2° Grau Acadêmico), em 1997 não tinha noção do que iria enfrentar dali pra frente. Conheci meu marido neste mesmo ano, e na mesma escola. Ele com 15 anos e eu com 17 anos. Até então, comecei com uma classe muito estranha, meus professores eram dinâmicos e muito companheiros, já meus colegas de classe eram esquisitos até no nome. Mas, isso não foi problema, pois criamos um vinculo de amizade que se difundiu e transpareceu até mesmo para as outras séries na escola, ficamos conhecidos, digamos, bem populares. Pois, éramos alunos que não tinham interesse apenas em estudar, mas de fazer a diferença e transparecer aquilo que gostaríamos que as pessoas vissem em nós, a amizade. Ficamos unidos com essa turma, os três anos do ensino médio, 1ª Ano A (1997), 2° Ano A (1998) e 3° Ano A (1999), do turno Vespertino, incrivelmente, as mesmas pessoas e os mesmos professores, exceto pela professora de Química Marilande e o professor de Português e Literatura Ocione, que lecionaram para nós em 1997, sendo substituídos pelos professores Ângela de Química e Biologia, e a Suelda de Português e Literatura.

Até aí, já éramos conhecidos na Escola, por fazer parte de um grupo muito bem relacionado, pois, não deixávamos de participar de nenhuma das atividades que tinham na escola, dos campeonatos de Handebol, Futsal e Vôlei. Nisso, éramos bem competitivos, nossas turmas dos 3° ano Vespertino fizeram parcerias, e formaram o 1° Grêmio Estudantil da Escola Estadual Maria Madalena S. de Lima, do bairro de Armando Mendes.

Foi aí, que nos tornamos populares, pois todos já nos conheciam, não somente por vista mas de ouvir falar. Éramos revolucionários em um mundo limitado. Caímos nas graças do ódio do restante dos alunos da escola, porque tudo o que fazíamos encantava os outros alunos, que haviam simpatizado com a gente.

O que acontece, é que hoje em dia, as pessoas querem se tornar popular por aquilo que fazem, e não pelo que elas são de verdade. Às vezes, imitam os passos e comportamentos de outros, e não são eles mesmos em nenhum momento de suas vidas, tornando-se cópias malfeitas.

Ser popular, em minha opinião:

  • Não é ser a(o) mais galinha da escola, a qual todos os(as) meninos(as) já passaram a mão;
  • Não é ser o mais lindo ou linda;
  • Não é ser a mais bem vestida;
  • Não é ser a(o) mais atlética(o);
  • Não é ser a(o) mais inteligente; dentre outras coisas.
  • Mas, é ser quem você é sempre, é fazer as pessoas amarem o que você faz;
  • É fazer os outros olharem para você de maneira carinhosa;
  • É ser gentil e amigável com todos;
  • É saber conhecer todos os que fazem parte da sua escola, desde o mais simples ao mais sofisticado;
  • É andar sempre com um sorriso no rosto, e um "como vai você?" nos lábios;
  • É não ser prepotente, egoísta, ou mesquinho;
  • É não ser fofoqueiro, ou malandro;
  • É saber conversar coisas que fazem sentido;
  • É ser em vez de ter;
  • É olhar para as pessoas com olhos de ternura e amizade;
  • É estar pronto para ajudar quem quer que seja por um propósito único.
  • Enfim, é ser alguém que faz a diferença e deixa saudades por onde passa.

    Nossa turma de 1997 a 1999 fez essa diferença, e esta marcada até hoje nos corações de quem nesse período compartilhou conosco todas as alegrias, tristezas, e conquistas. E hoje, as saudades são tantas, pois foram anos maravilhosos, e que marcaram nossas vidas.

    E hoje todos somos pessoas que tem um bom emprego, uma vida saudável, sem complicação, e muito feliz, porque sabemos que estudar para alcançar um objetivo e sonho, é algo que não se compara com outras coisas fúteis da vida.

    Hoje, é tão diferente, os alunos não pensam no presente e muito menos no futuro, falo isso, do que vejo por onde moro, e também da convivência que tenho com alguns. O que importa é namorar, transar, fazer loucuras, e se estrepar todo. Os objetivos concretos e sonhos a serem realizados, ficam dentro de um baú, e só vai ser colocado para fora, quando esse alguém já estiver saturado da vidinha medíocre que ele mesmo criou durante todo o tempo que perdeu, em baladas, bebidas, tráficos, e etc.

    Mas, quem somos nós para criticar, o mundo gira, dá muitas voltas. E tenho certeza que um dia, isso vai acabar.

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