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A escrita é fundamental para o trabalho e o dia a dia. Veja os benefícios que escrever sempre traz para você e para o seu filho



Apenas 25% da população brasileira adulta é plenamente alfabetizada

Desde que o homem começou a organizar o pensamento por meio de registros, a escrita foi se desenvolvendo e ganhando extrema relevância nas relações sociais, na difusão de ideias e informações. Como diz o jornalista Roberto Pompeu de Toledo, ela até ficou ameaçada com o advindo do telefone, da televisão e do cinema, mas logo recuperou sua força. “O que aconteceu com a expressão escrita é uma coisa curiosa. Ela parecia agonizante. Eis que surge a internet, e-mail, o blog, o twitter, e a escrita recupera-se do estado agônico de modo inesperado e espetacular. Quem insiste em prescindir dela está fora do mundo”, opina o jornalista e colunista da revista Veja. “Nem é preciso que pais, ou professores, venham a incentivar os alunos. O aparato tecnológico que os cerca fala por si”. 

Tanto é verdade que inúmeros órgãos e movimentos ligados à Educação, assim como o MEC, vêm desenvolvendo ações cuja finalidade é a formação de jovens e crianças com capacidade para usar a escrita (e a leitura, obviamente) nas mais diversas práticas sociais, com autonomia!
O Instituto Ecofuturo é um caso assim: criou um concurso de redação destinado a estudantes de escolas públicas e privadas, que visa, por meio da escrita, estimular a manifestação da criatividade e a autoexpressão. Na sexta e última edição do concurso, mais de 30 mil redações foram recebidas e uma pesquisa, ao final, foi realizada. O resultado instiga: 22% dos alunos vencedores acreditam estar escrevendo mais depois do concurso e 35% estão mais aplicados nos estudos. Qual seria a explicação para isso? “Uma delas é que o aluno foi encantado com a possibilidade de se pronunciar, de ter uma escrita autoral, e se viu reconhecido, capaz”, explica Christine Fontelles, diretora de Educação e Cultura e Comunicação no Instituto Ecofuturo, organização não governamental mantida pelo Grupo Suzano. 

É possível concluir que a criança estimulada a escrever regularmente tem mais chance de adquirir este hábito e escrever melhor? Um estudo divulgado este ano pelo Fundo Nacional de Alfabetização do Reino Unido, "The National Literancy Trust”, mostrou que sim – assim como a criança que lê mais também apresenta melhor desempenho na leitura. 

Jorge Miguel Marinho, escritor, roteirista e professor universitário de Literatura Brasileira, defende que, no fundo, todos querem escrever porque a escrita resulta de uma motivação natural de fazer com que a experiência individual de cada um se torne um meio de comunicação com o mundo. Só é preciso um incentivo, um empurrãozinho, que precisa vir, sobretudo, de pais e educadores. “Acredito que crianças, jovens e mesmo adultos que vivem com pessoas que valorizam e são entusiasmadas com o mundo dos livros e da escrita têm mais oportunidade de viver a sensibilidade das palavras enquanto leitores, escritores e até criadores e isto, mais do que um hábito, torna-se um componente absolutamente necessário e imprescindível para a vida”, argumenta Marinho, que acaba de lançar o livro A convite das palavras: motivações para ler, escrever e criar. 

A prática da escrita não deve ficar restrita a estudantes, nem tampouco aos que dominam a forma culta, como os escritores. “Escrever vai muito além das regras impostas por qualquer sistema teórico ou didático: é um modo privilegiado de se descobrir e desvelar humanamente a experiência imperdível de viver”, complementa Jorge Marinho, com sabedoria. 

Nos itens abaixo, Jorge Marinho, Roberto Pompeu de Toledo, Christine Fontelles, cientista social por formação, e Mary del Priore, historiadora e escritora, falam sobre a importância da escrita e dão motivos para qualquer cidadão escrever sempre. Confira! 

Para ler, clique nos itens abaixo:

Pais que usam a escrita dentro de casa, como em bilhetes, recados ou cartões de aniversário, por exemplo, podem estar ajudando os filhos a entenderem mais cedo função social da escrita (e consequentemente da leitura), e assim colaborar com o processo de alfabetização da criança. “Ler e escrever são habilidades que se desenvolvem pela prática, e esta prática precisa ser oferecida de forma adequada. Em casa, é importante aproveitar os momentos de interação entre pais e filhos e transmitir bons exemplos, com situações de leitura e escrita”, opina Christine Fontelles, diretora de Educação, Cultura e Comunicação do Instituto Ecofuturo.

A escrita, bem como a leitura, é uma habilidade que capacita o cidadão para atuar em todos os âmbitos sociais. Quando uma pessoa aprende a escrever com clareza, ela assume seu lugar num mundo que, cada vez mais, precisa da escrita para se comunicar. Assim, a escrita é um recurso indispensável à cidadania e um meio para a inclusão social e digital. Mas não basta apenas saber escrever (e ler). É preciso saber fazer uso desse recurso em práticas sociais - para se manifestar, se comunicar, acessar os meios digitais, blogs, e-mails, etc. “Todo educador sabe que o iletrismo aumenta as limitações dos indivíduos. No passado, saber ler e escrever eram sinônimos de dignidade e de independência de espírito. Hoje, a multiplicação de práticas de leitura – jornais, revistas, livros e internet - só facilita o hábito e as chances de inclusão”, afirma Mary del Priore, autora de “Histórias das Mulheres no Brasil” e “Histórias das Crianças no Brasil”.

O hábito da escrita não pode ser dissociado do hábito da leitura. Se quem lê mais escreve mais, o inverso também é verdadeiro: quem escreve mais também vai querer ler mais. “É lendo que se aprende a escrever”, declara o jornalista Roberto Pompeu de Toledo. “O que os pais, mestres, etc, devem incentivar, não é escrever - é escrever bem. E incentivar a escrever bem não é outra coisa senão incentivar a ler. É lendo que se aprende a escrever”. A historiadora e escritora Mary Del Priore concorda: “Para se gozar o prazer de bem escrever é preciso ler. E investir na formação e na energia do trabalho com as palavras”, complementa.

Escrever blogs, diários, cartas ou fazer anotações particulares é uma forma de acessar reflexões e pensamentos pessoais, registrando-os, compartilhando-os e revisando-os sempre. O escritor Jorge Miguel Marinho diz: “escrever é uma forma de o indivíduo tornar a sua história individual matéria coletiva e a experiência humana só interessa mesmo quando procuramos estabelecer um elo de comunhão com os outros num diálogo permanente, revelando as mazelas da vida e suas porções de felicidade que, pela própria possibilidade de se poder escrever sobre elas, são sempre infinitamente maiores”. Sem contar que a escrita é um meio de se registrar as memórias de um povo, tanto sob o aspecto cultural, quanto artístico, político, social e religioso.

Escrever nos torna livres. Por meio da escrita é possível opinar, interagir, manifestar ideias, reivindicar direitos... “É pela palavra que o indivíduo se situa no mundo, expressa a leitura que faz dele, argumenta, discorda, enfim, atua com liberdade”, defende Christine Fontelles, co-responsável pela concepção e lançamento do Instituo Ecofuturo em dezembro de 2009.

Escrever bem é um diferencial para qualquer profissional, pois é uma importante forma de comunicação. E-mails, relatórios ou outros documentos bem escritos fazem diferença no dia a dia, e na qualidade dos serviços prestados em quaisquer empresas. Assim, para ser um bom profissional é preciso manter contanto com todos os tipos de materiais de leitura, pois, como já foi dito, para ter uma boa escrita é preciso ser um leitor dedicado. “A leitura constante depura o gosto e o leitor naturalmente passa a exigir mais das palavras e da vida”, comenta Jorge Miguel Marinho, escritor premiado com o Jabuti de melhor livro juvenil de 2006 por Lis no peito - um livro que pede perdão (Editora Biruta).

Escrevendo, podemos ir para aonde quisermos. É um momento individual, em que você pode tanto conectar-se com a vida real quanto desconectar-se dela. A escrita oferece instrumentos para a reflexão, a dispersão e a expressão. Para o escritor e professor universitário Jorge Miguel Marinho, ler e escrever são experiências imperdíveis na escola da vida, que podem acontecer em qualquer momento e lugar.

- Escreva bilhetes, cartas, e-mails. Quanto mais você treinar no dia-a-dia, melhor escreverá.
- Brinque de palavras cruzadas, forca, stop, caça-palavras e outros jogos. Isso pode ajudá-lo a fixar a grafia correta.
- Compre um dicionário – saber o significado das palavras, vai ajudá-lo a aumentar a qualidade do seu texto.
- Leia sempre – quanto mais você ler mais vocabulário irá ganhar e a qualidade do seu texto aumentará. 
- Copie poemas, letras de música e bons textos. O exercício leva ao aperfeiçoamento. 
- Participe de redes sociais como o twitter, facebook e Orkut, evitando abreviações e grafias incorretas.


"A gente escreve como quem ama, ninguém sabe por que ama, a gente não sabe por que escreve também", Clarice Lispector

“Ninguém escreve para si. A não ser um monstro de orgulho. A gente escreve para ser amado, para atrair, para encantar”, Mário de Andrade 

“Escrevo sobre aquilo que não sei, para ficar sabendo”, Fernando Sabino 

“A escrita nada mais é do que um sonho portador de conselhos”, Jorge Luis Borges 

“Quem escreve nunca se satisfaz com o que escreveu e talvez esta seja a motivação melhor do ato de escrever: um texto escrito é sempre promessa do texto que ainda não se escreveu”, Jorge Miguel Marinho 

“Escrever, para mim, é paixão, é prazer, é maneira de melhor me conhecer, me fazer mais humana, me aproximar das pessoas... é uma forma de ser feliz!”, Mary del Priore 

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