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Bullying - Apelidos que machucam a alma

Sabe aqueles apelidos e comentários maldosos que circulam entre os alunos?


Veja aqui como acabar com esse problema na sua escola e, assim, tirar um peso das costas da garotada.
Considerados "coisas de estudante", essas maneiras de ridicularizar os colegas podem deixar marcas dolorosas e por vezes trágicas. 


Enquanto a criançada entra em sala de aula, a professora aguarda todos se acomodarem. Nesse meio tempo, as crianças fazem, entre si, brincadeiras de mal gosto do tipo: "Ô cabeção, passa o livro"..."Fala metida"..."abre a boca, zumbi!" E a classe cai na risada.


O nome dado a essas "brincadeiras", disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. Caracteriza-se quando crianças e adolescentes recebem apelidos que ridicularizam e denotam humilhações, ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por parte dos colegas. Entre as conseqüências dessa atitude estão o isolamento e a queda do rendimento escolar. 


Em alguns casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele acabe optando por soluções trágicas, como o suicídio.
Pesquisas revelam que 60,2% dos casos de bullying acontecem em sala de aula. Mudar isso está ao nosso alcance, mas é preciso identificar a situação e saber como evitá-lo.

Um perigo para a escola

Um aluno de 18 anos, Edmar, entrou no colégio onde tinha estudado e feriu oito pessoas com disparos de um revolver calibre 38. Em seguida se matou. Obeso, ele havia passado a vida escolar sendo vítima de apelidos humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos corredores. Outros casos semelhantes a este aconteceram recentemente, estarrecendo todo o mundo.

Exemplos como estes, de reações extremas, são um alerta para os educadores. Os meninos não quisera atingir esse ou aquele estudante. O objetivo dele era matar a escola em que viveram momentos de profunda infelicidade e onde todos foram omissos ao seu sofrimento.

Quem pratica e quem sofre

A grande maioria dos jovens vitimas de bullying sofrem em silêncio e enfrentam com medo e vergonha o desafio de ir a escola. Em vez de reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos, querem abandonar os estudos, não se acham bons para integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam falar sobre o problema.

Quem mais sofre é quem fala menos. Esses passam despercebidos pelo professor. "Tinha vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada", diz Vanessa Brandão, da 7ª série. Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos comentários dos colegas. Mas para se defender, entra no jogo o que dá uma falsa impressão de não-ressentimento: "Eu ridicularizava os outros porque, se não fizesse isso o alvo seria eu", conta Leandro Souza, da 8ª serie.

Ações com a turma para melhorar o ambiente

Como o bullying ainda é tratado como um fenômeno natural, pouquíssimas escolas conhecem e combate o problema. Quando um jovem chega em uma nova escola, os alunos têm que estar orientados a ser receptivos e a interagir com quem acaba de chegar, explicando que ali não se tolera o bullying. Isso evita o isolamento e o pré-julgamento do novato, que aprende a procurar ajuda quando necessário. 


Cada professor deve buscar em sua disciplina um gancho para trabalhar o tema, observando comportamento da turma e fazendo perguntas para identificar possíveis vitimas e autores de bullying no grupo. 
Ao surgir uma situação em sala, a intervenção tem que ser imediata: interrompe-se a aula para colocar o assunto em discussão e relembrar os termos combinados. 


Se algo ocorre e o professor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa da piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. O educador deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar exemplo.
O bullying também pode ser praticado por meios eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras circulam por e-mails, sites, blogs, pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima não esta cara-a-cara com o agressor, o que aumenta a crueldade dos comentários e das ameaças. Quando a agressão esta num mundo virtual, o melhor remédio é, mais uma vez, a conversa.


De modo geral, entre os meninos é mais fácil identificar um possível autor de bullying, pois suas ações são mais agressivas, eles batem, chutam, empurram. Já no universo feminino, as manifestações entre elas podem ser fofoquinhas, olhares, exclusão. As meninas agem desta forma porque espera-se que sejam boazinhas, dóceis e sempre passivas. Para demonstrar qualquer sentimento contrário geralmente elas utilizam meios mais discretos, mas não menos prejudiciais.


Sejam meninos, meninas, crianças ou adolescentes, é preciso evitar o sofrimento dos estudantes. A escola não deve ser apenas um local de ensino formal mas, também de formação cidadã, de direito e deveres, amizade, cooperação e solidariedade. Agir contra o bullying é uma forma barata e eficiente e diminuir violência e a depressão entre estudantes e, a logo prazo, na sociedade.

Artigo de Deuza Avellar
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