02/04/2015

Páscoa e o seu verdadeiro sentido

INTRODUÇÃO – É de origem grega, que, por sua vez, foi tirado do verbo hebraico PASOH que quer dizer: “Passar além; passar por cima”. No hebraico, a palavra descreve a passagem do anjo da morte, quando seriam mortos todos os primogênitos do Egito e poupados os israelitas.

I – A PÁSCOA PARA ISRAEL
INSTITUIÇÃO
– Foi instituída no Egito para comemorar o acontecimento culminante da redenção de Israel – Êxodo 12.14

ELEMENTOS DA PÁSCOA

O Cordeiro - Representava o preço da redenção e libertação de Israel do Egito.

Os Pães Ázimos – Revelava a pressa com que abandonariam a terra do Egito. A farinha amassada sem ter recebido o fermento, por falta de tempo.

As Ervas Amargas – ou alface agreste, recordavam a opressão do Egito, a amargura do cativeiro, além de dar melhor sabor à carne adocicada do cordeiro.

O Sangue – Representava a expiação.

RITUAL DA CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA

Deveriam tomar para si o cordeiro. Êxodo 12.3
A família deveria participar e comer todo o cordeiro. Caso a família fosse pequena, deveria juntar-se à outra vizinha. Êxodo 12.4
O cordeiro seria sem mácula: um macho de um ano de idade e primogênito.
Deveria ser assado inteiro e comido com pães ázimos e ervas amargas. Ex. 12.8

SIMBOLISMO NEOTESTAMENTÁRIO

O Cordeiro – Simboliza Cristo, a libertação do pecado. Jo.1.35 – João afirmou: “Eis o Cordeiro de Deus...”
Era sem defeito – Ex. 12.5; I Pedro 1.18,19
Foi sacrificado, no entanto seus ossos não foram quebrados. Ex. 12.46; Sl.34.20; João 19.36
O sangue foi derramado para expiação dos pecados: era o penhor da salvação. Ex.12.13; I Jo. 1.7

Os Pães Ázimos – Simbolizam pureza. O pão deveria ser sem fermento.
A proibição baseava-se em que o fermento é um agente de decomposição e servia de símbolo da corrupção moral, e também de doutrinas falsas. Mat.16.11; Mar. 8.15.
Na nossa comunhão com Cristo não pode haver impureza.
A ausência do fermento simboliza a santidade de vida que requer no serviço de Deus.

Ervas Amargas – Simbolizava a amargura que o Cordeiro iria passar e a amargura das almas humanas por causa do pecado. Hoje, todas as vezes que celebramos a Ceia do Senhor, relembramos o grande feito da nossa redenção feita, não mais por um cordeiro, não mais por um cativeiro físico, mas pelo próprio Filho de Deus.

“Podemos dizer que o Egito foi o calvário na nação hebraica, como o calvário de Jerusalém foi o nosso calvário.”

O Sangue – a garantia do perdão – “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” - Heb.9.22. “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” I Jo.1.7. O pecado do homem foi coberto pelo sangue propiciatório do Cordeiro de Deus.

II – A PÁSCOA NOS NOSSOS DIAS E OS SEUS SÍMBOLOS
O coelho – substituíram o cordeiro pelo coelho, como símbolo da fecundidade (chegando até produzir aproximadamente cento e dez filhotes por ano). Apareceu por volta de 1915, na França. A sua cor e a sua rapidez contribuíram para o seu lugar na simbolização. Dizem mais que ele representa a morte e a ressurreição de Cristo pelo fato de que alguns que habitam em lugares frios e nevados hibernam e só saem da caverna quando chega a primavera. Sabemos que não podemos aceitar tamanha aberração, pois em toda a Bíblia encontramos o cordeiro e não o coelho como símbolo de Cristo.

O ovo – o ovo significando começo, origem de tudo. Quando incubado, dele sai vida, porque nele está contida a vida. Em Cristo não está contida a vida. Ele é a própria Vida. João 11.25

O peixe – é o símbolo do Cristianismo. Dizem que, no passado, os cristãos se reuniam e faziam desenho de um peixe. Na semana santa comem peixe, por causa do corpo de Cristo, e substituíram a carne por peixe, mas na páscoa judaica comiam o cordeiro. Estes símbolos modernos são uma mistura de mitologia pagã com a simbologia cristã paganizada.

Para nós cristãos a Páscoa tem apenas valor histórico e figurativo. O que tem sentido e valor para nós é a Ceia do Senhor, pois Jesus quando comeu a última páscoa com os apóstolos antes do sofrimento, deu um caráter todo especial ao acontecimento – Lucas 22.15 e 20.

A páscoa bíblica, portanto, consumou-se em Cristo, que a instituiu como um novo memorial. A sua ceia, na qual o crente comemora a morte do Senhor até que Ele venha. Não há no Novo Testamento mais lugar para a páscoa ou outras festividades mosaicas, as quais foram abolidas na cruz, juntamente com outras ordenanças, como sombras das coisas futuras, espirituais, pertencentes à Nova Aliança.

CONCLUSÃO – O apóstolo Paulo nos adverte em sua I carta a Timóteo 4.1-3. Não nos envolvamos com tais tradições, mas, nós que provamos do novo nascimento, que tornou-se real com o sacrifício do Filho de Deus, o verdadeiro Cordeiro Pascal, recordemo-nos do Calvário constantemente independente de uma data fixada no calendário anual. Temos em nós esse Cristo ressurreto. ALELUIA!

BIBLIOGRAFIA
  • Bíblia Sagrada
  • MESQUITA, Antônio Neves. Estudo do livro de Êxodo. 5ª ed. SP: Juerp, 1987.
  • Pentateuco – Oliveira, F. Raimundo
  • FREITAS, B. Isaías – Pequeno Dicionário Enciclopédico – Koogan Larousse
  • Pequena Enciclopédia Bíblica
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